Mais um ano se passou e junto com ele muitos filmes deixaram sua marca. Uma cena emocionante, ou bem dirigida, ou bem atuada, ou cenas de ação de tirar o fôlego, ou cenas triste, ou cenas criativas, inteligentes e bem boladas, ou cenas de emoções extremas, enfim…Provavelmente existe alguma cena que tenha te marcado neste ano que se passou. Veja se ela esta na lista e deixe sua opinião. Faltou alguma? 

Bônus: A explosão do trem em Super 8

Para abrir a lista selecionei essa sequência empolgante do início de Super 8.

15. A Sequência do Edifício na batalha final de Transformers 3

Não gostei do filme mas achei as cenas de ação da terça parte do filme um achado. Chicago devastada, a batalha dos líderes robôs e principalmente esta na qual os personagens estão presos num edifício desmoronando.

14. A Abertura de Rio

Eu não sabia o que esperar, e ver aquele bando de pássaros coloridos literalmente sambando já em ritmo e Carnaval me abriu um baita sorriso no rosto me fazendo perceber que a homenagem seria grande.

13. A Fuga dos Macacos em Planeta dos Macacos – A Origem

Quem não ficou perplexo quando os macacos começam a sair das jaulas e formar um exército pra dominar o mundo? Só eu? rs

12. Lanternas ao som de I See the Light em Enrolados

A cena é linda, vai!

11. A  forte cena do Ônibus em Incêndios

Chocante como quase todo o filme

10. A cena do Supermercado em Reencontrando a Felicidade

Não consegui achar a imagem da cena, mas quem já viu sabe qual é. Tem como ficar indiferente nesta cena? Quem não entenderia?

9. As lindas, delicadas e sensíveis Sereias em Piratas do Caribe 4

Só eu achei essa cena sensacional? É sexy e apavorante a mesmo tempo. Depois dessa passei a ter medo de sereias haha

8. Os minutos finais de Melancolia

Um fim do mundo diferente. Belíssima sequência.

7. Cena do Restaurante em O Garoto da Bicicleta

"Sim. Eu não quero mais te ver."

6. O Desfecho de Tudo Pelo Poder

Sensacional a forma como Clooney fecha o filme. Sem palavras. Apenas o arrependimento por ter sido tão ingênuo no meio da podridão política.

5. Brigas em Namorados Para Sempre

Também não achei a imagem da cena. Essa sequência da briga no hospital até o desfecho inquietante merece um destaque assim como esse grande filme.

4. Minerva X Snape em Harry Potter e as Relíquias da Morte Pt.2

Muita calma nessa hora! Eu poderia citar mais umas 5 cenas sensacionais deste que foi a experiência mais empolgante e emocionante do ano. Mas o duelo Minerva vs. Snape é impagável. Seguindo, colocaria as lembranças do Snape e depois Molly vs. Bellatrix.

3. O perdão em A Árvore da Vida

A Árvore da Vida entrega um dos momentos mais belos do ano nessa cena em que os irmãos fazem as pazes.

2. Magneto erguendo um submarino em X-Men Primeira Classe

Eu surtei.

1. A metamorfose - Cisne Negro

É quase uma unanimidade, não? Essa cena ficará marcada não só no seu ano de lançamento como também pelo dias que virão e pelo nova geração de cinéfilos.

CENAS MAIS “WTF” DO ANO
5. O esquisitíssimo sexo de roupas em Professora sem Classe

Morri de ri quando vi que o personagem estava mesmo agindo sério haha

4. A caganeira na loja de vestido de noiva em Missão Madrinha de Casamento 

Tudo por causa do churrasco brasileiro. Está entre as cenas mais hilárias e berrantes do ano. Uma caga na pia outra caga na rua.

3. Risadinha do Voldemort em Harry Potter e as Relíquias da Morte pt. 2

Os 10 segundos mais bizarros e engraçados do ano.

2. Cena da Cachoeira em Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas Passadas

Não é pra se levar em conta o significado, claro...mas ver um peixe traçando uma mulher é no mínimo "Que Porra é Essa?"

1. Cada revelação de A Pele Que Habito

Filme WTF do ano. Peraí, antes de mais nada, não foi possível escolher uma única cena dessa berrante e mirabolante vingança que é A Pele que Habito. Por isso, resume o filme na sua cabeça, que imediatamente surge um grande WTF??...(lembrando que isso não quer dizer que o filme seja ruim, pelo contrário, é uma das grandes surpresas do ano)

As Melhores Cenas Exibidas em 2010

por Andinhu S. de Souza

Só pra constar…

Publicado: 24/01/2012 em Mural Indiscreto
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Amei.

 

Até onde você iria? Ou até onde você já foi?

Like Crazy é dessa nova geração de romances simplistas e bastante real, duro e que segue contra todos os princípios conquistados e defendidos por Hollywood sobre a forma de enxergar o amor, como os recentes (500) Dias com Ela e Namorados Para Sempre, e por isso tem tido uma boa recepção por parte do público que está saturado de obras que idealizam o amor e mostra apenas um dos seus lados. Like Crazy é uma história de amor nostálgica de pessoas que sabem o que querem mas não sabem como obtê-la. Sobre como o amor pode ser difícil, e como a distância, muita das vezes, pode ser uma barreira destruidora.

O filme, que levou o Prêmio Especial do Juri no Festival de Sundance, foi produzido com apenas $ 250.000 e editada no quarto do diretor Drake Doremus, e foi feito com base em experiências reais, e o cineasta admitiu que foi a combinação de muitas de suas experiências, o que torna o filme ainda mais sincero. Doremus usa basicamente o mesmo efeito que Derek Cianfrance com sua câmera em Namorados Para Sempre, captando o máximo de imediatismo de suas emoções. Ainda que sincero, Doremus parece querer tornar o filme atípico demais e acaba por normalizar seu romance, com personagens que, por vezes, parecem não saber o que querem, além de estabelecer uma convencionalidade irritante e um desequilíbrio em relação à história de amor que faz o filme ficar aquém do seu objetivo emocional com este visualizador.

O decorrer do romance também é outro fator que ajuda na construção de um vínculo entre o espectador e os protagonistas, e aqui parece acontecer tudo muito rápido e com resoluções que quase não convencem. A relação entre Jacob e Anna é bastante sincera com respeito ao que sentem um pelo outro, coisas de apaixonados como brincadeiras na cama e cócegas, tanto que o diretor não se permite mostrar cenas de sexo entre os dois pra nos fazer saber que existe muito mais amor, companherismo e sonhos do que apenas sexo. Mas devido à distância, não de cidade/cidade mas de país para país, as estranhesas e o esfriamento passam a ser constantes mas a vontade de seguirem juntos é tão forte que atitudes preciptadas são tomadas, como um casamento, e ainda assim, seus olhares inespressivos e pensativos o fazem se perguntar se realmente vale a pena continuar tentando algo que provavemente está fora do alcance.

Sam, interpretada por Jennifer Lawrence, que rouba a cena justamente por trazer alegria à Jacob, é uma forma de escape que ele encontra pra preencher um vazio que só será preenchido pela Anna do início do relacionamento. Assim como, Anna que busca o mesmo em Simon. Acaba por todos ficarem machucados. O amor e suas drogas. Gosto do Anton Yelchin, e Felicity Jones mantém uma químima boa e sincera, fora os momentos em que estão apáticos. Termina por ser, sim, uma boa sessão, mas que não apresenta nada de tão novo e sua abordagem sobre a burocracia dos vistos e passaportes foram mais relevantes. Like Crazy, vai sim, falar mais com quem já viveu algo parecido.

Nota 6.0
por Andinhu S. de Souza
 
 
 
 
 
As maiores ausências ficam por conta do premiado A Árvore da Vida, Melancolia,  Tão Forte e Tão Perto e O Espião Que Sabia Demais. É notável também que nesta edição os indicados ao prêmio de Melhor filme de Comédia é muito superior ao do ano passado. Ryan Gosling, recebeu dupla indicação, e Fassbender, que venceu o Festival de Veneza 2011, concorrerá pelo aguardadíssimo Shame, e disputará com Leonardo DiCaprio por J. EdgarMichelle Williams pode finalmente vencer seu primeiro prêmio e uma indicação ao Oscar já é certa, praticamente, assim como a de Meryl Streep, pela enésima vez, e Glenn Close que entra na disputa com as poderosas concorrente. Em Língua Estrangeira, todos sabem que o globo de Ouro adora o Almodóvar, e A Pele que Habito entrou na disputa. Lembrando que Tropa de Elite 2 não era elegível por isso ficou de fora, e pasmem….o filme de Angelina Jolie, In the Land of Honey and Milk, também foi mencionado. No mais, a lista está muito mais interessante que a do ano passado e as disputas não parecem ser tão previsíveis. Abaixo a lista com os indicados e para ler sobre a edição anterior, Clique Aqui
 
Com asterisco –  minhas apostas.
 

MELHOR FILME, DRAMA
*Os Descendentes
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Tudo pelo Poder
O Homem Que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra

MELHOR FILME, COMÉDIA OU MUSICAL
*O Artista
Missão Madrinha de Casamento
My Week With Marilyn
Meia-Noite em Paris
50%

MELHOR ATOR, DRAMA
*George Clooney - Os Descendentes
Leonardo DiCaprio - J. Edgar
Michael Fassbender - Shame
Ryan Gosling - Tudo pelo Poder
Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo

MELHOR ATRIZ, DRAMA
Glenn Close - Albert Nobbs
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
*Meryl Streep - A Dama de Ferro
Tilda Swinton - Precisamos falar sobre o Kevin

MELHOR ATOR, COMÉDIA OU MUSICAL
*Jean Dujardin - O Artista
Brendan Gleeson - O Guarda
Joseph Gordon-Levitt - 50%
Ryan Gosling - Amor a Toda Prova
Owen Wilson - Meia-Noite em Paris

MELHOR ATRIZ, COMÉDIA OU MUSICAL
Jodie Foster - Carnage
Charlize Theron - Jovens Adultos
Kristen Wiig - Missão Madrinha de Casamento
*Michelle Williams - My Week With Marilyn
Kate Winslet - Carnage

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Kenneth Branagh -My Week With Marilyn
Albert Brooks - Drive
Jonah Hill - O Homem Que Mudou o Jogo
Viggo Mortensen - Um Método Perigoso
*Christopher Plummer - Toda Forma de Amor

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bérénice Bejo - O Artista
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Janet McTeer - Albert Nobbs
*Octavia Spencer - Histórias Cruzadas
Shailene Woodley - Os Descendentes

MELHOR DIRETOR
Woody Allen - Meia-Noite em Paris
George Clooney - Tudo pelo Poder
*Alexander Payne - Os Descendentes
Michel Hazanivicous - O Artista
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR ROTEIRO
Woody Allen - Meia-Noite em Paris
George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon - Tudo pelo Poder
Michel Hazavanicious - O Artista
*Jim Rash, Nat Faxon, Alexander Payne - Os Descendentes
Aaron Sorkin, Steve Zaillian - O Homem Que Mudou o Jogo

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
A Pele Que Habito (Espanha)
*A Separação (Irã)
O Garoto da Bicicleta (Bélgica)
In the Land of Honey and Honey (EUA)
The Flowers of War (China)

MELHOR LONGA ANIMADO
As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne
Operação Presente
Carros 2
Gato de Botas
*Rango

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
*Ludovic Bource - O Artista
Abel Korzeniowski - W.E.
Trent Reznor & Atticus Ross - Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Howard Shore - A Invenção de Hugo Cabret
John Williams - Cavalo de Guerra

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Hello Hello” - Gnomeo & Julieta
“Lay Your Head Down” - Albert Nobbs
*”The Living Proof” - Histórias Cruzadas
“The Keeper” - Redenção
“Masterpiece” - W.E.

Textos do Cinema Indiscreto

50% | Nota 8.0
Carros 2 | Nota 2.5
Missão Madrinha de Casamento | Nota 7.5
Toda Forma de Amor | Nota 5.0

por Andinhu S. de Souza

Janeiro 8 >>

Publicado: 15/01/2012 em Últimos Filmes

“Ozon mostrando o potencial das mulheres nessa comédia simpaticíssima.”  Nota 6.5

 
 
 
 
 
 
“Uma boa comédia que se destaca dentre os inúmeros lançamentos nacionais medianos, ainda que seja um filme limitado e é bom ver Wagner Moura se libertando da imagem de carrasco e durão vinda do Capitão Nascimento e aqui ele prova ter bastante versatibilidade”  Nota 6.0
 
 
 
 
“Sua mulher é a esposa perfeita, você é o único que não enxerga isso. Basta assistir 15 minutos para conseguir traçar a trajetória dos personagens infantis e sem nenhuma química. Comédia que não vai além de um sorriso no rosto, cheia de estereótipos manjados e irritantes.”  Nota 4.5
 
 
 
 
“Like Crazy é uma história de amor nostálgica de pessoas que sabem o que querem mas não sabem como obtê-la. Talvez se fosse menos corrido e mais aprofundado seria ainda melhor.”  Nota 6.0
 
 
 
 
 
“É aquela típica comédia genérica, prontinha e esquecível. O início é bastante irregular, jogando todos os clichês e personagens bestas e infantis com intenções bizarras, mas quando a história realmente começa, o filme melhora. Bem abaixo do ótimo Zumbilândia do mesmo diretor”  Nota 5.0
 
 
 
 
“Dean, o eterno apaixonado e Cindy, a eterna egoísta. Um exemplar competente sobre os estudos de relacionamentos conjugais. Adulto, maduro e de emoções extremas. Não conseguia tirar da cabeça toda a sequência após o hospital e os dois procurando a aliança.”  Nota 8.0
 
 
 
 
“Mesmo não sendo da geração Muppets, é possível perceber a energia contagiante dos fantoches falantes nesse agradável musical. Tem momentos irregulares e artificial mas merece um desconto por ser da Disney. É um filme que eu levaria meus filhos pra assistir.”  Nota 6.0
 
 
 
 
A visão de alguém da periferia falando sobre a periferia. Jeferson De mostra grande domínio sobre a câmera e em seu primeiro longa já demonstra personalidade e ilustra com competência o senso de companheirismo presente dentro de uma amizade.”  Nota 7.5
 
 
 
 
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Porque sem o humor a vida  é insuportável. 

Este filme definitivamente surgiu pra ser, desde já, uma referência de como trabalhar com comédia e drama dentro de um assunto tão terrível e difícil como o Câncer. Levemente baseado na vida do roterista Will Reiser, 50% fará você rir de situações as quais foi ensinado a chorar. Claro que, quando falamos de câncer, um das principais causas de morte no mundo, as pessoas o vêem como algo totalmente irreversível e destrutivo. E a indústria cinematográfica, na maioria das vezes o usa para promover lições de auto-ajuda, ou levar a platéia aos prantos com uma história triste, de superação, de volta por cima, ou com personagens que, na forma mais artificial possível, procuram entender o significado da vida e esses blá blá bla’s. Esqueça tudo isso. 50% é uma nova forma de enxergar a vida e principalmente o câncer. 

O objeto do diretor Jonathan Levine é Adam (Joseph Gordon-Levitt), um rapaz de 27 anos que não fuma, espera o sinal abrir pra atravessar a rua, vive uma vida normal e em um dia qualquer é diagnosticado com um Câncer raro na coluna, tendo 50% de chances de sobrevivência. Como nossa vida é incerta, não? É interessante que o espectador dê toda atenção a este personagem e que consiga captar todos os seus detalhes, pois Adam possui um estudo de personagem extremamente funcional para a premissa do filme. Seth Rogen interpreta seu melhor amigo, e é a companhia de todas as horas. É extremamente o oposto de Adam e faz o estilo politicamente incorreto.

Interessante é ver que Adam não se desespera ao saber da notícia, já que se sentia completamente normal. Ao contrário da mãe (Anjelica Huston) que sente a necessidade de transbordar proteção. De forma extremamente cativante e gostosa, acompanhamos essa jornada e essa visão inusitada sobre a doença e o modo como lidar com ela. É justamente neste ponto que Lavine traz a tona o grande diferencial do filme. Adam está ali como um “novato” e inexperiente com relação a doença como qualquer um que já passou pela mesma situação. Ele aceita sua posição de doente, vai às quimioterapias, consultas terapêuticas, raspa a cabeça, agindo de forma fria, até, ao mesmo tempo em que seu silêncio demonstra preocupação. E nessa nova vida e rotina, seus olhos passam a perceber o quanto a sociedade é desesperançosa e impaciente. Ele agora está vendo a doença e seus desafios de perto. Pessoas do trabalho já estão lhe dando adeus, dizendo que irá sentir muita sua falta, outros lhe sugerindo um último desejo, enfim…a sociedade sempre viu o doente como um inválido, e uma doença perigosa como um caso perdido.

Todos os personagens são preenchidos por estudos competentes. A mãe que já tem um esposo que sofre de alzheimer e agora um filho com câncer, que ainda abalada emocionalmente, não mede esforços pra protegê-lo, a namorada Rachel (Bryce Dallas Howard) que não aguenta o fardo da situação mesmo gostanto de Adam, a terapeuta Katherine (Anna Kendrick, lembrando muito seu personagem em Amor Sem Escalas, 2009), inexperiente, mas que abraça totalmente a causa de Adam atendendo-o mais como Amiga/Paciente, o que acaba a tornando a fuga de Adam. E resta o Kyle, o amigo de todas as horas, que não guarda palavras, que quer fazer o amigo aproveitar os últimos tempos que ainda lhe resta, lhe apresenta mulheres e usa sua doença pra marcar encontros. É um personagem adorável, que levanta o astral do filme, e que por vezes me fez perguntar a mim mesmo se eu teria um amigo que faria tudo isso por mim. O ponto alto do filme é quando o personagem desmorona emocionalmente e solta tudo o que vinha tendo forças pra guardar, deixando o espectador, que praticamente já está fazendo passeatas e mobilizações nas ruas pelo rapaz, num estado de emoções ferventes. O que sucede, é uma belíssima cena, diga-se de passagem, em que Adam encontra livro “Enfrentando Juntos o Câncer” no banheiro de Kyle, fazendo escorrer as lágrimas que ainda resistiam em descer. A amizade é sem dúvidas primordial na vida de uma pessoa. 

O humor conta principalmente com kyle e com suas ações politicamente incorretas, as vezes dotadas de humor negro, e por vezes, da mais pura inocência de alguém que não conhece o câncer mas quer apenas fazer seu amigo se sentir melhor. Depois de se emocionar e rir tanto, o final pouco importa. Morrer ou não, não fará o filme perder o brilho ou ser menos emocionante, afinal, se o personagem partir desta para melhor, deixou uma grande mensagem lá atrás e nos mostrou que estar doente não significa estar inválido ou perdido, nos mostrando que a vida é incerta, e que se deixarmos de rir ou aproveitá-la ela pode ser insuportável. Joseph Gordon-Levitt prova que está na safra dos melhores atores dessa geração. Apático, frio, triste e esperançoso quando tem que ser, mostrando uma versatibilidade competente para o personagem, que tinha sido recusado por James McAvoy. Anna Kendrick, uma doçura. e Seth Rogen fazendo o que faz de melhor. 

Sincero e sem apelar para o dramalhão novelesco (mesmo com a trilha sonora meio Indie, muito bem selecionada, por sinal), Jonathan Levine entrega, fácil, um dos melhores filmes do ano. 50/50 é honesto e, por vezes, difícil de assistir, mas nunca propositadamente áspero ou deprimente. Na verdade, é geralmente positivo, mas de uma forma que não seja tudo um mar de rosas. O final não poderia ser mais singelo. “E Agora?”

Nota: 8.0
por Andinhu S. de Souza

Mills é um exemplo perfeito de um cineasta que usa cronologia confusa para esconder a incapacidade de contar sua história. A grande premissa é atropelada por um romance que quebra totalmente o clima e a única motivação de continuarmos assistindo, bem como truques, flashes e narrações em off de acontecimentos históricos e algumas leituras narradas pelo personagem para compensar a falta de enredo e para encobrir o vazio constante na narrativa.

O que mais chama a atenção em Toda Forma de Amor é a premissa que envolve Hal Campos (Christopher Plummer), um gay de meia idade que saiu do armário aos 75 anos, após a morte da esposa. No outro lado da narrativa, que é intercalada por recordações, temos Oliver (Ewan McGregor), que ainda abalado e desiludido está a procura do verdadeiro do amor. Vemos então o mundo pelos olhos de Oliver. Tudo é muito triste, sem vida, suas expressões o faz parecer desesperançoso e confuso, e assim todo o filme está impregnado com um tom geral de tristeza profunda. Seus relacionamentos românticos não tem dado certo, visto que talvez não tinha bons exemplos, já que seu pai, que desde criança gostava de homens e nunca pode oferecer um relacionamento fervoroso ou nunca fez sua mãe se sentir uma mulher desejada e amada. Oliver está feliz que seu pai não desistiu de vida, e finalmente está buscando um amor verdadeiro, mas ele só não pode esquecer os anos de isolamento e solidão que sua mãe passou. Até conhecer Anna (Mélanie Laurent, que interpreta a fofura em pessoa), que o fará vivenciar o amor que ele nunca sentiu.

É decepcionante ver uma proposta tão relevante e complexa para o tema nos dias atuais ser desperdiçada na mão de inexperientes que por vezes deixava o fluxo cair, fazendo o filme se tornar incrivelmente chato quando o personagem de Plummer saía de cena. A narrativa que alternava entre o passado (o pai de Oliver e seus últimos anos de vida) e o presente (Anna e Oliver) poderia até resultar em algo positivo se as emoções e o tempo em que cada uma delas ficam na tela, fosse mais cuidadoso. Mike Mills chega ao ponto de não conseguir emocionar mais e tornar seu personagem do presente uma barreira para o vínculo emocional com o romance, já que tirava seus personagens de cena em pleno clímax. Talvez o mundo de Oliver, triste, com trilhas sonoras melosas de solidão, uns bate-papos com seu cachorro, uns diálogos vazios com sua bela namorada atriz francesa, umas tomadas sem diálogos, não fosse tão interessante quanto o mundo alegre (apesar da doença) de Hal, que anima quando os flashes volta para ele. Total descuido de Mills.

Assim sendo, Christopher Plummer consegue roubar, sem muito esforço, quase todas as cenas, mesmo quase perdendo seu espaço, o que não acontece devido à força de seu personagen que é o grande trunfo do filme. Mesmo em estado terminal devido ao Câncer, Hal quer amar nem que seja nos seus últimos anos de vida. E é isso que o título evidencia, mostrando toda forma de amor sendo vivida intensamente como se ainda fossem “Iniciantes”, mostrando também que nunca é tarde para a auto-descoberta e que todos tem o direito de dar uma chance ao amor e ser fiel e honesto consigo mesmo quando se almeja a felicidade.

por Andinhu S. de Souza
Nota 5.0
 

Dezembro 12 >>

Publicado: 07/01/2012 em Últimos Filmes
“Das vinganças mais berrantes que já vi nos cinemas. Doentio, louco, absurdo e engraçado ao mesmo tempo. Almodóvar cria um suspense que vai se elevando em cada plano, em cada sequência fazendo suas reviravoltas algo inimaginável. Grande filme!”  Nota 7.5
 
 
 
 
“O filme termina, os créditos sobem e os aplausos não cessam.”  Nota 9.0  
 
 
 
 
 
 
 
“Eu ainda não consigo entender como Cage e Kidman aceitam participar disso. Joel Schumacher ofende.”  Nota 1.5
 
 
 
 
 
 
 “Mills é um exemplo perfeito de um cineasta que usa cronologia confusa para esconder a incapacidade de contar sua história. bem como truques, flashes e narrações em off para compensar a falta de enredo e para encobrir o vazio constante na narrativa.”  Nota 5.0
 
 
 
 
“Porque a vida sem humor é insuportável. Brilhante a forma de Levine em trabalhar temas tão complicados com bastante humor e uma sensibilidade que foge totalmente da panfletagem de auto-ajuda. A melhor comédia de 2011, fácil!”  Nota 8.0
 
 
 
 
 
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Os Melhores Cartazes de 2011 inicia a temporada de listas de melhores do ano.  Na edição passada, o filme Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos de Woody Allen recebeu o segundo lugar e em 2011 ele fez de novo, com Meia-Noite em Paris, que é o grande vencedor desta edição. Um absurdo de lindeza, além de expressar toda a arte sugerida no filme. Também da edição passada três filmes de animação constaram na lista, e nesta nenhuma figurou entre os selecionados. Drive segue tendo as melhores versões de cartazes, um mais belo que o outro. Os de Shame também são bons, (O escolhido lembra muito Beleza Americana) sendo que o do lençol, com a maior tristeza tive que deixá-lo de fora. Não podemos esquecer de Planeta dos Macacos e Tiranossauro, super criativos e bastante originais.

 
BÔNUS:
       
 
               
 
por Andinhu S. de Souza
 
 

Adam Elliot

Não deve ser novidade nenhuma aqui, o fato de eu amar o filme Mary e Max – Uma Amizade Diferente e mais uma vez trago este mesmo post que fala um pouco do diretor. Foi através desse filme que conheci o ainda pouco conhecido diretor australiano Adam Elliot, que completa seus 40 anos hoje, dia 2 de Janeiro. Mary e Max é pra mim uma das melhores animações da década e uma das melhores já produzidas. Foi uma grande surpresa assistí-la sem ter nenhuma expectativa e encontrar uma verdadeira obra de arte.

Esse foi só o primeiro passo pra eu conhecer outros filmes do diretor, que apesar de Mary e Max ser seu primeiro longa metragem, fez outros curtas no mesmo estilo. Harvey Krumpet, vencedor do Oscar em 2004 e outras inúmeras premiações internacionais e a trilogia Uncle, Cousin e Brother. O que torna o diretor um cineasta como poucos, é o seu modo de trazer várias histórias de vida para as telas por bonecos de argilas e suas lindas histórias que além de nos fazer pensar, nos emociona e nos diverte. Não apenas filmes engraçadinhos, com lições que a gente logo esqueçe, os variados temas abordados nos seus filmes, temas tratados com delicadeza, são temas cotidianos, que alguns de nós já vivemos ou presenciamos, cheios de diálogos inspirados. Ousadia e atitude como esta poucas vezes vi em animações.

Espero poder assistir muitas e muitas animações do diretor que infelizmente ainda não tem uma filmografia vasta. E pra quem ainda não conhce suas obras, fica a dica. Mary e Max é possivelmente uma das animações mais lindas do mundo.

FATO 1034: A vida é como um cigarro. Você tem fumar até o fim

Harvie Krumpet (2003) - 9.0

Mary e Max (2009) - 9.0