Além de ser talvez o melhor filme de Robert Rodriguez é também um dos melhores palcos para a criatividade trash dos cinemas.
Poucas vezes uma parceria pareceu tão bem enquadrada quanto a de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez em Um Drink no Inferno. Dois estilos diferentes que experimentaram um novo cinema que quando unidos deram a luz a um sub-gênero cheio de surpresas. O melhor a se fazer antes de assistir Um Drink no Inferno, que talvez seja o melhor filme de Robert Rodriguez, seria não ler nenhum tipo de sinopse e muito menos Trailer do filme, pois a experiência de assistir toda uma reviravolta frenética sem saber o que iria acontecer é o que há de melhor no filme.
Um Drink no Inferno é aquele tipo de filme que quanto mais se evita falar sobre ele melhor, para não estragar as boas surpresas que o filme reserva, mas elogiar o trabalho da dupla não fará mal de forma alguma. Para aqueles que conhecem as obras de Tarantino já sabem o que esperar de seu roteiro repleto de diálogos interessantes, inteligentes e que nos prendem e nos prepara para a grande diversão do filme. Até mesmo entrar em questões bíblicas, sendo que um dos personagens era pastor. Exagerado – talvez – irreal, anormal, sem explicação, mas de uma criatividade sobre tudo fascinante. As maquiagens no melhor estilo trash dão aos personagens características que todo trash exige, grotesco, repugnante e nojento. Os atores em boa sincronia, até mesmo Tarantino se saiu bem como ator, mas quem rouba mesmo a cena é talentosíssima Juliette Lewis que depois de dar um show em Cabo do Medo, traz uma grande heroína para sua filmografia.
por Andinhu S. de Souza
Nota: 7.0















