Até onde você iria? Ou até onde você já foi?
Like Crazy é dessa nova geração de romances simplistas e bastante real, duro e que segue contra todos os princípios conquistados e defendidos por Hollywood sobre a forma de enxergar o amor, como os recentes (500) Dias com Ela e Namorados Para Sempre, e por isso tem tido uma boa recepção por parte do público que está saturado de obras que idealizam o amor e mostra apenas um dos seus lados. Like Crazy é uma história de amor nostálgica de pessoas que sabem o que querem mas não sabem como obtê-la. Sobre como o amor pode ser difícil, e como a distância, muita das vezes, pode ser uma barreira destruidora.
O filme, que levou o Prêmio Especial do Juri no Festival de Sundance, foi produzido com apenas $ 250.000 e editada no quarto do diretor Drake Doremus, e foi feito com base em experiências reais, e o cineasta admitiu que foi a combinação de muitas de suas experiências, o que torna o filme ainda mais sincero. Doremus usa basicamente o mesmo efeito que Derek Cianfrance com sua câmera em Namorados Para Sempre, captando o máximo de imediatismo de suas emoções. Ainda que sincero, Doremus parece querer tornar o filme atípico demais e acaba por normalizar seu romance, com personagens que, por vezes, parecem não saber o que querem, além de estabelecer uma convencionalidade irritante e um desequilíbrio em relação à história de amor que faz o filme ficar aquém do seu objetivo emocional com este visualizador.
O decorrer do romance também é outro fator que ajuda na construção de um vínculo entre o espectador e os protagonistas, e aqui parece acontecer tudo muito rápido e com resoluções que quase não convencem. A relação entre Jacob e Anna é bastante sincera com respeito ao que sentem um pelo outro, coisas de apaixonados como brincadeiras na cama e cócegas, tanto que o diretor não se permite mostrar cenas de sexo entre os dois pra nos fazer saber que existe muito mais amor, companherismo e sonhos do que apenas sexo. Mas devido à distância, não de cidade/cidade mas de país para país, as estranhesas e o esfriamento passam a ser constantes mas a vontade de seguirem juntos é tão forte que atitudes preciptadas são tomadas, como um casamento, e ainda assim, seus olhares inespressivos e pensativos o fazem se perguntar se realmente vale a pena continuar tentando algo que provavemente está fora do alcance.
Sam, interpretada por Jennifer Lawrence, que rouba a cena justamente por trazer alegria à Jacob, é uma forma de escape que ele encontra pra preencher um vazio que só será preenchido pela Anna do início do relacionamento. Assim como, Anna que busca o mesmo em Simon. Acaba por todos ficarem machucados. O amor e suas drogas. Gosto do Anton Yelchin, e Felicity Jones mantém uma químima boa e sincera, fora os momentos em que estão apáticos. Termina por ser, sim, uma boa sessão, mas que não apresenta nada de tão novo e sua abordagem sobre a burocracia dos vistos e passaportes foram mais relevantes. Like Crazy, vai sim, falar mais com quem já viveu algo parecido.
Nota 6.0 por Andinhu S. de Souza



Conheci esse filme graças à Jennifer Lawrence, e estou ansioso por ele. Mas não o acho em lugar nenhum, ou então não estou procurando nos lugares certos, hehe.
Abraços!
Gostei da proposta de novo olhar acerca do romance, não sei se sou maioria, mas estou farto de romances lineares e novelescos. Vou assistir esse pra ver se me surpreende. Abraço
Existe muitos filmes bons que não são novelescos, Like crazy não chega a esse ponto mas tem filmes melhores.
Pela internet já tem Gabriel.
Até que tenho certa queda por esses romances bobinhos… tenho que ver (500) dias com ela.
(500) Dias com Ela bobinho???? Ora, seu………
rsrsr
É adorável, criativo, divertido, triste pra caralho, é super realista. Ahh talvez so quem ja teve uma Summer consegue entender rs.
hahahahaha, foi só um modo de falar mesmo.