Não é só o melhor filme exibido no Brasil em 2009 como também é a melhor comédia romântica dos últimos anos.
Logo no início do filme, o narrador já nos deixa informado de que esta não é uma história de amor. O que mais chama minha atenção aqui, é que este filme não segue a mesma linha dos romances convencionais que estamos acostumados a assistir: Casal se encontram, ficam apaixonados, algo acontece que os separam, aprendem uma lição,se reconciliam, e o desfecho do filme é um final feliz. Em todos os filmes de romances nós, os espectadores, ficamos torcendo para a felicidade do casal e para que tudo dê certo no final. E em ‘(500) dias com ela‘ não é diferente, contando a história de um relacionamento e não de uma história de amor. Vimos isso em ‘Closer-Perto demais‘, o que pode fazer com que o público não muito exigente não simpatize com o filme.
A forma de como a história é desenvolvida até chegarmos no ponto onde tudo começou a dar errado, é fabulosa. No começo do filme estamos no dia (1), o dia em que se conheceram, e depois somos transportados para o ‘quase final da história’, e depois voltar para o dia (8), Alternando os dias. Um hora estamos no começo do relacionamento e outrora no fim. E assim somos levados a vários momentos, tanto felizes quanto tristes; Momentos em que estão juntos e outros no qual Tom está sozinho pensando em tê-la de volta; momentos em Que ele diz que a ama, ama seus olhos, seu cheiro, sua marca de nascença e outros que ele diz odiar tudo isso. Mas de uma coisa Tom está convicto; Ele não quer esquecê-la. Ele quer reconquistá-la.
Mesmo com esse vai e vem dos dias, o filme não perde o embalo, e fica cada vez mais gostoso assisti a história de Tom e Summer. No decorrer do filme, o número do dia em questão é apresentado tendo como fundo a pintura de uma árvore. A figura de fundo acompanha a trajetória do amor de Tom, ficando verdejante quando as coisas andam bem, e depois ressecando quando ele chega no fundo do poço. A cena em que ele está cantando e dançando feliz da vida depois da primeira noite com sua amada, cumprimentando a todos na rua, (me fazendo lembrar de ‘Cantando na Chuva‘) é demais. E também não posso esquecer de uma das cenas mais criativas o filme que é onde a tela se divide mostrando a realidade e a expectativa de Tom ao ir encontrar Summer em uma festa.
(500) Dias com Ela é o primeiro longa de Marc Webb, conhecido por seus videoclipes que conquistou
público e crítica nos Festivais de Sundance e do Rio (onde Webb esteve presente para a pré-estreia do filme) e, mais recentemente, na Mostra de São Paulo. Webb fez um trabalho excelente juntamente com os roteristas em cada detalhe fisíco e emocional desse filme.
O que diferencia (500) Dias com Ela das outras comédias românticas é que, neste caso, não há romance, mas também não vemos o amor não correspondido. Porque Summer gosta de Tom, mas não o suficiente. E isso é o que nos torna cúmplices dele, e faz com que o filme seja bastante verdadeiro, ao que realmente é o amor. A realidade é dura, não é o que esperamos. A expectativa de certo encontro que planejei, não foi do jeito que pensei, ou seja, a realidade na maioria das vezes é uma merda.
Começando sua carreira em longa-metragens muito bem Webb nos presenteia com um romance charmoso,emocionante, diferente, inocente, criativo e acima de tudo irresistível.






Gosto da cena de referencia Woody Allen, com a tela dividida entre expectativa vs realidade. Gosto da maneira fria e com humor que é tratado o “martirio” de Tom por nao ter o amor correspondido. E claro, a cena que ele dança ao som de You Make My Dreams é tb uma das melhores do filme =)
Abs!
Ahh hehehe, não tem como deixar de lado a cenas que divide a tela. E a cena da dança tbm e principalmente a cena com eles dois no final, conversando no banco da praça! Lindão
Uma das melhores comédias românticas dos últimos tempos, é um grande trabalho do Marc Webb.