‘‘Sim, é o melhor dos 3. Nunca em um filme os brinquedos pareceram ser tão especiais. Uma excelente retomada da série Toy Story.”
Depois de “Procurando Nemo”, a Pixar lança seu filme mais profundo se tratando de história-personagem. Não há como negar que o filme tem uma capacidade incrível de fazer nos identificar com os personagens, ainda mais se por aqueles que acompanharam a série desde o lançamento em 1995. Praticamente uma década de espera para assistirmos a continuação da aventura do clássico que jogou a Pixar no mercado e que conquistou crianças e adultos no mundo inteiro.
Assim como a Década passou para nós aqui, no filme não foi diferente. Agora Andy está crescido e está indo pra faculdade. Tem que decidir o que fará com os brinquedos: Doará para a creche? Jogará no lixo? Os colocarão no sótão? ou os levarão pra faculdade? Mesmo que nos filmes anteriores os brinquedos fossem os protagonistas, aqui não deixa de ser diferente, mesmo que a ‘pessoa’ de Andy seja a mais importante na história, pois sua situação é o que nos leva a se identificar com ele. O que fizemos com os nossos brinquedos? A verdade é que depois que crescemos nada disso tem importância alguma, pelo menos até o lançamento do filme. Na verdade, quando se é criança essa importância é mais viva, vemos isso na cena em que o urso Lotso fica preso como um adereço no parachoque do caminhão.
Logo depois do início maravilhoso onde mostra o Andy brincando com eles na sua infância, a aventura já começa. Mas não será apenas mais uma aventura, e sim um aventura decisiva. E é incrível como essa sequência não perde o ritmo. Ficamos ali, acompanhando atenciosamente todos os passos dos brinquedos que são jogados de um lado pro outro, fugindo daqui e dali. Um roteiro excelente e muito bem criado.
E além do mais, o filme não abusa e não força nada no que diz: “Você tem que amar os brinquedos”, ele só mostra a situação de Andy, e não nos induz a ficar com os brinquedos para sempre, não abandoná-los nunca, nós precisamos dos brinquedos, e outras afirmações parecidas. Aqui os brinquedos tem sim a sua importância, mas não que devemos tê-los para sempre, até porque seria muito forçado um jovem de 17 anos insitir em guardar os brinquedos pro resto da vida. Mas somos tocados pela forma com que o personagem trata os brinquedos, e vice e versa. Podemos não tê-los para sempre, mas nunca devemos esquecê-los, pois brinquedos fazem parte da infância de todo mundo.
Além de inserir novos personagem, que sem exageros, é o melhor elenco de personagens da Pixar desde “Procurando Nemo”. Cada personagem com importância única. A Barbie e o Ken, por exemplo, foi uma jogada bem inteligente do estúdio, já que eles são conhecidíssimos e assim fazendo com que os espectadores viva mais a experiência do filme. Na creche também onde vemos outros inúmeros personagens, incluindo o vilão Lotso, o Bebezão, o Macaco, os Carrinhos enfim. Sem contar que Lotso é um grande vilão. O roteiro acerta em fazer um estudo do personagem voltando no dia em que ele se perdeu do dono. Tocante e triste, a história de Lotso fisga o espectador.
Nunca esse tema foi levado com tanta profundidade. A importância dos brinquedos é levado totalmente a sério pelos realizadores do filme. Brinquedos esses que sentem ciúmes de seus donos. Vemos que Lotso fica magoado por pensar que foi substituido, ou então a vontade de sempre estar ao lado do dono, vemos logo no início do filme quando o Rex fica todo feliz só porque Andy tocou nele, coisa que não acontecia a tempos, Ou quando a Barbie diz que sua dona simplismente a jogou fora. . Os brinquedos estão ali, ponto para serem amados, ou para fazerem a alegria de alguém.
Juntando isso tudo ainda resta cenas profundamente tocantes, cenas angustiantes e o que não poderia faltar: Cenas engraçadas. A cena em que todos dão as mãos no lixão é a coisa mais linda. Quase impossível de segurar as lágrimas, ainda mais quando nos vemos em toda aquela situação, aqueles brinquedos desamparados, ou aqueles brinquedos fieis que não quer deixar o seu dono, enfim. Se formos olhar com os olhos críticos veremos que não é perfeito até porque alguns clichês são encontrados no filme, clichês do estilo ”intervenção divina na hora do perigo”, mas nada que possa tirar a maravilhosidade do filme.
No final, ainda podemos ficar totalmente realizado com o desfecho. Não vejo desfecho melhor do que aquele. É simplismente lindo. E pra quem ficou nos Créditos finais, pode perceber que o filme não acabou. Toda a continuação da história a apartir daquele desfecho é mostrada e sinceramente, não poderia ser melhor, nos Créditos finais que geralmente ninguém continua na sala de cinema, em Toy Story 3 a metade da sala insistiram em apreciar os últimos minutos da projeção. Um filme que com certeza fala com as crianças e principalmente com os mais crescidos. Um grande filme sobre a infância, aliás, uma grande séries sobre a infância, pois um consegue ser melhor que o outro. Definitivamente um dos melhores filmes do ano. Verei de novo =D.
Nota: 9.0
por Andinhu S. de Souza





Agora que chegou nas locadoras deu vontade de assistir de novo *o*
Eh verdade..chegou hoje..e tbm já estou com vontade de ver..Adorei esse filme! Mto emocionante!
Pra mim, um marco já! totalmente emocionante mesmo, me fez refletir sobre muitos aspectos de minha vida. Bela animação!
Muito bom como os dois primeiros, A magia dos brinquedos é mesmo muito emocionante